INTELIGENTE?
DEPENDE DO PONTO DE VISTA

Os chineses acertaram na questão mobilidade inteligente, usar a eletricidade para substituir a combustão foi a grande sacada das marcas que colocaram no mercado, bicicletas, patinetes e motos elétricas. A mobilidade elétrica veio para ficar e transformar o mundo num lugar melhor, mais limpo, mais barato e mais ágil, mas será que isso na prática é assim tão bonito quanto na teoria?

O impacto dessa mobilidade no mercado oriental gerou negócios e empregos e está tirando carros de circulação, vem melhorando a qualidade do ar e qualidade de vida de grandes cidades.

Em  uma nação com mais de 1 bilhão de pessoas a vida sustentável tem um papel importante, mas não podemos deixar de comentar que essa nova ideia entupiu as ruas de motos, scooters, patinetes e bicicletas elétricas das já super saturadas cidades chinesas, causando acidentes (crescimento de quase 70% no último ano) e transtornos no dia a dia dos locais. Até onde esse equilíbrio compensa?

E NO BRASIL?

Nossa visita ao Salão Duas Rodas este ano deixou claro que os chineses e suas motocicletas elétricas estão invadindo o Brasil de vez. Desde 2011 as chinesas vem crescendo por aqui, mas em 2019 as marcas orientais focadas no mercado de mobilidade elétrica se multiplicaram e já são mais de 40 operando por aqui.

Tirando as tradicionais e já consagradas marcas de motocicletas que atuam no Brasil (Honda, Yamaha, Suzuki, Kawasaki, Triumph, e outras), metade da feira estava focada em fazer negócios com a china, mais especificamente com as motos elétricas. Esse comportamento leva a crer que o Brasil é um dos mercados mais vistosos para os orientais colocarem suas posições em larga escala. E estão fazendo!

R$ 5.670,00 – vai encarar?

SÃO PAULO, A NOVA PEQUIM
DA MOBILIDADE INTELIGENTE?

Ao que tudo indica, São Paulo não será mais a mesma depois da onda da mobilidade elétrica. Mais baratas, econômicas, ágeis e com design cada vez mais arrojado, essas motinhos, patinetes e até as bikes elétricas vão realmente revolucionar o mercado, mas a pergunta que surgiu lá no Salão foi:

Porque as grandes montadoras
estão demorando tanto para colocar
suas elétricas na rua?

Seria Política? Preços? Qualidade? Medo de investir num mercado ainda inexplorado na totalidade aqui no Brasil?

Será que essas marcas estão esperando os chineses errarem? Ou esperando o mercado ser sustentável? 

Ou será o nosso governo e políticos interessados no petróleo que não deixam as grandes marcas entrarem fortemente nesse mercado, desbancando assim o consumo de petróleo no país?

Vemos notícias de estudos e viabilização de protótipos elétricos da BMW, Harley-Davidson, Yamaha, e até a charmosa Vespa, mas onde estão as motos, efetivamente falando?

Como marcas chinesas, que não chegam perto do desenvolvimento de tecnologia das grandes marcas, conseguem lançar modelos todo ano, todo instante e tão barato?

As chinesas são marcas duvidosas?
Na maioria das vezes são produtos que entregam a sensação de baixa qualidade só de olhar para elas, ou se você prestar atenção em uma solda do chassi, essa sensação pode se tornar um sentimento real de medo. Esse medo é de comprar um equipamento que vai quebrar e não vai ter ninguém para dar assistência, ou se precisar de alguma peça específica, ou quiçá, medo de que a moto vá te matar em alguma falha de construção.

O mercado está sedento pelas elétricas, mas sinceramente, não pelas chinesas, então porque esperar mais para atender um caminho sem volta? Assim como os smartphones, o Uber e os aplicativos de delivery já inovaram, está na hora das grandes se posicionarem e entrarem de verdade no jogo, mas claro, sem esfaquear a gente.

Resumindo, se esse monte de motos elétricas fossem uma Honda, Yamaha ou qualquer marca que possamos confiar, eu compraria.

Related Posts

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *